|
|
 |
 |
| GUIA DO VINHO BRASILEIRO ABS-SP 2002/2003 |
 |
Guia de Vinhos Brasileiros da ABS-SP
As safras de 1997 a 2002
Informações sobre as condições climáticas das safras brasileiras de 1997 a 2002, fornecidas por Francisco Mandelli, Engenheiro Agrônomo da Embrapa – Centro Nacional de Pesquisa de Uva e Vinho, de Bento Gonçalves e referentes à região da Serra Gaúcha.
1997 Ano bastante difícil, onde as chuvas, associadas à umidade relativa do ar e a baixa insolação, que ocorreram durante a pré-floração até o início da frutificação favoreceram o aparecimento do míldio (principal doença fúngica da Serra Gaúcha). Apesar de grandes perdas na produção, os frutos conseguiram um grau satisfatório de desenvolvimento. O período de maturação e colheita foi marcado por elevada precipitação pluvial e menor insolação que a média da região. As uvas de maturação precoce (Chardonnay, Gewürztraminer e Pinot Noir) foram colhidas em janeiro, período em que houve baixa precipitação e uma seqüência de dias ensolarados, o que acabou favorecendo a produção de uvas sadias e com elevada concentração de açúcar. As uvas de maturação intermediária (Riesling Itálico, Sémillon e Merlot), tiveram condições climáticas mais adversas, com aumento da precipitação e diminuição da insolação. Somente os produtores que colheram suas uvas na primeira quinzena de fevereiro, conseguiram colher frutos de qualidade satisfatória. Para as uvas de colheita tardia (Cabernet Sauvignon, por exemplo), as condições foram ligeiramente melhores, porém ainda longe do ideal.
1998 Um ano muito complicado, em todos os sentidos, marcado pelo fenômeno “El Niño”, que também afetou de forma adversa a safra de 98 no Chile e na Argentina. Nos meses de outubro e novembro de 1997 as chuvas foram bem acima do normal, o que além de prejudicar a floração e o desenvolvimento do fruto favoreceram o aparecimento de doenças fúngicas, que resultaram na diminuição da produção. Como se não bastasse, em 9 de outubro ocorreu uma grande precipitação de granizo de intensidade forte e grande área de abrangência, que causou perda quase total da produção e sérios danos aos vinhedos atingidos. Tanto para as uvas de maturação precoce, quanto para as intermediárias e as tardias, as condições foram bastante ruins, com baixa insolação e dificuldade para atingir um grau satisfatório de maturação fisiológica. Um ano que certamente os produtores gostariam de esquecer.
1999 Um dos melhores anos da década, suplantado apenas pelo magnífico ano de 1991. Em 99, tivemos uma situação oposta à 98, em virtude do fenômeno “La Niña”, que causa diminuição das chuvas, fato este que favoreceu a floração e o desenvolvimento do fruto. As uvas de maturação precoce (Chardonnay, Gewürztraminer e Pinot Noir) , foram favorecidas pela ocorrência de tempo seco e ensolarado precedendo a colheita, com a produção de uvas de boa concentração de açúcar, aromas e sabores. As uvas de colheita intermediária (Merlot) não tiveram a mesma sorte, pois o aumento da precipitação, associado a uma diminuição da insolação interferiram na evolução de maturação das uvas deste grupo. As uvas de maturação tardia como a Cabernet Sauvignon tiveram uma ótima evolução de maturação, favorecida pelo tempo seco e ensolarado.
2000 Uma safra sem grandes sobressaltos, que favoreceu o cultivo das uvas de maturação intermediária (Merlot), que foram beneficiadas por um período de baixa precipitação e uma boa seqüência de dias ensolarados entre a segunda quinzena de janeiro e meados de fevereiro. As uvas de maturação precoce e as de maturação tardia apresentaram maturação dentro das condições climáticas médias da região.
2001 Uma safra marcada por um inverno de 2000 mais intenso e de duração mais prolongada que a média da região, o que resultou num atraso da brotação. Em 26 de setembro ocorreu geada de intensidade fraca, com danos aos cultivares de brotação precoce. A floração ocorreu na época normal para a região, uma vez que as temperaturas em outubro foram superiores à normal climatológica, propiciando um encurtamento no número de dias do sub-período brotação-floração. As uvas de maturação precoce (Chardonnay, Gewürztraminer e Pinot Noir) foram as mais prejudicadas nesta safra, por terem sido colhidas num período de baixa insolação e precipitação superior à normal climatológica, resultando numa evolução de maturação muito inferior às condições médias da região. A situação das uvas de maturação intermediária não foi muito melhor. As grandes beneficiadas foram as uvas de maturação tardia como a Cabernet Sauvignon, colhidas num período de dias ensolarados, com baixas precipitações, com excelente grau de maturidade e elevada concentração de aromas e sabores.
2002 A muito boa safra de 2002 teve início com um inverno de características atípicas, com apenas seis geadas e um número de horas de frio inferior a 10o C inferior à média dos anos 1976 a 2002. O mês de agosto apresentou temperaturas superiores à média para a Serra Gaúcha e mesmo com menor número de horas de frio que a média, a brotação da videira foi adequada. O mês de setembro de 2001 caracterizou-se por apresentar temperaturas média e mínima do ar superiores à normal climatológica. Devido à estas temperaturas mais elevadas, ocorreu antecipação do início da brotação em uma semana em relação à condição normal de brotação na Serra Gaúcha. A floração transcorreu normalmente na região para a maioria das varietais, com início na segunda quinzena de outubro, se estendendo até meados de novembro. Este mês apresentou temperatura e precipitações superiores à normal climatológica, com pequena ocorrência de doenças fúngicas que foram facilmente controladas. As uvas de maturação precoce, como Chardonnay, Gewürztraminer e Pinot Noir foram bastante beneficiadas nesta safra pois tiveram um período de maturação onde a insolação foi superior e a precipitação inferior às condições médias da região. As uvas de maturação intermediária, tais como Riesling Itálica e Merlot tiveram condições meteorológicas inferiores às anteriores, uma vez que ocorreu precipitação ligeiramente superiores à normal climatológica. As uvas de maturação tardia como a Cabernet Sauvignon tiveram condições de maturação um pouco superiores às uvas de maturação intermediária, com precipitação e insolação similares à normal climatológica da região.
PROCEDIMENTOS DE RECOLHIMENTO DAS AMOSTRAS
1. As amostras para as degustações foram recolhidas pela ABE do Rio Grande do Sul e pela ABS de São Paulo, de três formas. A primeira que abrangeu a maior parte dos vinhos ocorreu durante os dias 22, 23 e 24 de março de 2002, efetuada em conjunto por um delegado da ABE e um delegado da ABS de São Paulo que recolheram no varejo de Bento Gonçalves, Farroupilha, Garibaldi e Caxias do Sul as amostras escolhidas aleatoriamente. A segunda ocorreu em São Paulo adquirindo-se nas lojas normais de vendas os vinhos de outras regiões e aqueles não encontrados na primeira fase, como por exemplo os vinhos de Livramento e do Vale do São Francisco. Na terceira fase, a própria ABE recolheu os espumantes que ainda não estavam disponíveis na primeira fase, tomando o cuidado de também buscar nos varejos e não receber diretamente dos produtores.
2. As amostras adquiridas na primeira fase foram lacradas na sede da ABE em Bento Gonçalves pelos representantes da ABE e ABS e despachadas para São Paulo onde foram abertas na sede da ABS de São Paulo tendo-se a certeza de que as amostras recebidas foram aquelas realmente recolhidas pelos delegados das duas entidades.
3. As amostras da segunda fase foram adquiridas diretamente por nossos funcionários nos varejos em São Paulo, sendo entregues diretamente à Secretaria Administrativa da ABS de São Paulo, não havendo possibilidade de trocas de amostras.
4. Por último, as amostras da terceira fase foram recolhidas pela delegada da ABE no varejo das vinícolas, e remetidas diretamente para a ABS em São Paulo.
PROCEDIMENTOS UTILIZADOS NAS DEGUSTAÇÕES
1. As degustações foram realizadas sempre na sala principal de degustações da ABS de São Paulo, aos sábados, durante os meses de Abril a Julho de 2002, no horário da 10h às 14h, propício para as degustações.
2. A numeração das amostras foi feita sempre alguns momentos antes das degustações, dentro da copa, sem que os participantes pudessem ver, e sob o comando da Secretaria Administrativa da ABS - São Paulo, sempre supervisionada por um sócio que não participava dos trabalhos das degustações.
3. As pessoas que serviam nas taças não eram as mesmas que levavam as taças da copa para a sala de degustação
4. As degustações eram feitas em duas etapas, sendo as amostras divididas em duas partes, para que houvesse a possibilidade de um descanso dos degustadores. Nesse momento as Fichas de Degustação com as notas de cada participante já preenchidas até aquele momento eram recolhidas, conferidas e vistadas pelo coordenador da degustação.
5. No caso de algum participante entender que alguma amostra estava "bouchonée", este se dirigia ao coordenador que julgava a procedência da observação, e solicitava então nova amostra ao atendente, que providenciava o serviço.
6. Durante as sessões de degustação mantinha-se o máximo silêncio, com os degustadores sentados distantes uns dos outros, sem que houvesse qualquer contato, comunicação ou manifestação entre eles e sem que se fizesse qualquer comentário sobre essa ou aquela amostra preservando a independência das opiniões de cada um.
7. As discussões sobre o resultado das degustações, e sobre a qualidade ou não das amostras de um modo geral só se iniciava quando todas as fichas com as notas de cada participante haviam sido entregues ao coordenador, e este as colocava dentro de um envelope que era entregue na Secretaria.
8. A lista com a relação dos vinhos e o número de ordem das amostras ao lado de cada vinho, só era distribuída após o término de todos os comentários e quando os trabalhos realmente haviam se encerrado. Para os vinhos que exigiram mais de uma sessão, tendo tomado dois sábados, essas listas só foram divulgadas após o término da Segunda reunião.
Participantes das Degustações
As degustações do Guia do Vinho Brasileiro ABS-SP 2002/2003 foram realizadas obedecendo-se aos seguintes critérios:
a) Em cada sessão de degustação houve a participação de no mínimo 10 (dez) degustadores. b) Em todas as degustações havia no mínimo 80 % de Diretores e Colaboradores na Adminstração da ABS-SP, sendo os outros participantes distribuidos entre as outras categorias abaixo listadas. c) Houve a preocupação de se manter um núcleo central de degustadores, evitando-se, na medida do possível, grande alternância entre os participantes,
1. Diretores da ABS-SP
José Luiz Alvim Borges – Presidente da ABS-SP, professor dos Cursos da ABS-SP: Básico, Avançado, Eno-Gastronomia, Espumantes e Champagnes, Vinhos Fortificados e Vinhos de Verão.
Arthur P. Azevedo – Vice-Presidente da ABS-SP, professor dos Cursos da ABS-SP: Básico, Avançado, Eno-Gastronomia, Espumantes e Champagnes, Vinhos Fortificados e Vinhos de Verão.
Mário Telles Jr. – Diretor Executivo da ABS-SP, professor dos Cursos da ABS-SP: Básico, Avançado, Eno-Gastronomia, Espumantes e Champagnes, Vinhos Fortificados e Vinhos de Verão.
Colbert Fonseca Jr. – Diretor Financeiro e professor do Curso Básico da ABS-SP.
Antonio César A. Pigati – Diretor de Degustação da ABS-SP, professor dos Cursos da ABS-SP: Básico, Avançado, Eno – Gastronomia, Espumantes e Champagnes.
Gloria Maria Duccini - Diretora – Secrétaria da ABS-SP.
Colaboradores na administração ABS/SP
Hélio Guedes – Professor do Curso Básico da ABS-SP.
Luciano Cardinali – Designer Gráfico, Assistente de Comunicações da ABS-SP.
Mário Torezan Filho – Assistente de Degustação da ABS-SP, Professor do Curso Básico da ABS-SP, do Curso de Vinhos de Verão e Vinhos Fortificados.
Oswaldo Vasconcelos – Relações Públicas e Assessor da Presidência da ABS-SP.
Tadao Sonoda – Assistente de Degustação da ABS-SP.
Antonio Mota Silveira – Ex- diretor da ABS-SP, membro do Conselho Fiscal da ABS-SP.
Sergio Gonçalves de Almeida – Assistente de Restaurantes da ABS-SP.
José Gilberto Macedo - Membro do Conselho Fiscal da ABS-SP, Coordenador do Núcleo de Destilados da ABS-SP.
Rafael Ribeira da Luz – Diretor de Restaurantes da ABS-SP.
2. Diretores de outras ABS
Ricardo Farias – Ex-Presidente da ABS-Rio, Diretor Executivo da ABS-Rio, Professor dos Cursos da ABS-Rio, Monitor de Grupos de Degustação da ABS-Rio.
Bruno Vianna – Coordenador da ABS-Campinas.
Antonio Pedro Coco – Coordenador- Assistente da ABS-Campinas.
3. Jornalistas Especializados
Jorge Carrara – Jornalista, colunista do jornal Folha de São Paulo e colaborador de revistas e sites especializados em vinhos.
José Maria Santana – Jornalista, colaborador de revistas e sites especializados em vinhos.
Ricardo Castilho – Jornalista, Editor-Chefe da Revista Gula.
Saul Galvão – Jornalista, colunista do Jornal da Tarde, autor de livros sobre gastronomia e vinhos, colaborador de revistas e sites especializados em vinhos.
4. Sommeliers
Carina Cooper – Sommelier responsável pelo Departamento de Profissionais da ABS-SP.
José Pereira de Barros Neto – Diretor de profissionais da ABS-SP.
Alexandra Oliveira e Corvo – Sommelier do Restaurante Tournage.
Manoel Luz : Sommelier da Seagram do Brasil.
Convidados:
Norberto Freddi – Ex-Presidente da ABS-SP, ex-professor dos Cursos Básico, Avançado, de Eno-Gastronomia e de Champagne e Espumantes da ABS-SP.
Lucindo Copat : Enólogo da Salton Vinhos.
Fabio Miolo: Diretor da Vinícola Miolo.
Gilmar Pedrucci: Enólogo.
Marcio Piero – Enólogo.
Análise dos Vinhos
Tintos
Cabernet Sauvignon
A tradicionalíssima Cabernet Sauvignon não repetiu este ano a mesma atuação de nosso Guia 2001, ficando aquém das expectativas. Uma análise dos resultados mostra que os vinhos da safra de 1999 são ainda muito superiores aos 2000 e 2001, com raras exceções. No entanto, os melhores vinhos mostram boa concentração de aromas e sabores, com taninos de qualidade aceitável. O que nos surpreendeu um pouco foi a rápida evolução que alguns vinhos apresentaram desde o ano passado, sinalizando para uma atenção especial quanto ao conceito de guarda dos vinhos de Cabernet Sauvignon no Brasil. A dúvida é se isto se deve às características desta uva em nosso país ou se a conservação destes vinhos está deixando a desejar.
1. GRAN RESERVA MARSON CABERNET SAUVIGNON SAUVIGNON 1999 O melhor Cabernet Sauvignon do ano mostra uma bela cor vermelho-rubi, intensa, com leve halo de evolução. Os aromas são de frutas escuras maduras, com notas balsâmicas e evolução para frutas secas, de grande distinção. Na boca mostra elevada acidez, álcool perceptível, bom corpo, taninos ainda presentes, médios a finos, sem qualquer amargor e com muita maciez. Possui persistência média a longa, com retro-olfato de chocolate e balsâmico. Um vinho bastante representativo da varietal, mostrando o potencial da uva quando colhida em condições adequadas de maturidade, contando é claro com a ajuda do clima, já que 1999 foi uma das melhores safras dos últimos anos. 78,9
2. PIZZATO CABERNET SAUVIGNON 2000
A Vinícola Pizzato, conhecida pela excelência de seu Merlot, mostra também qualidades quando o assunto é Cabernet Sauvignon, com este bom vinho de cor vermelho-rubi de boa intensidade e aromas bastante agradáveis de frutas escuras maduras, com notas de chocolate e coco queimado. A boca segue o mesmo padrão, com boa acidez, álcool levemente acima, muito bom corpo, boa concentração de frutas, taninos médios/finos perceptíveis, sem qualquer sensação de amargor, persistência média a longa e retro-olfato frutado. Boa opção da Cabernet, de uma safra não muito consistente, mostrando o bom trabalho do enólogo na vinificação.77,7
3. MIOLO RESERVA CABERNET SAUVIGNON 1999 Um belo exemplar de Cabernet Sauvignon, mostrando cor vermelho-rubi, já com leve halo de evolução, de cor granada, com intensidade média a escura. Aromas bastante evoluídos de geléia de framboesa e morango, com toques de especiarias e tabaco, de grande qualidade. No exame gustativo mostra boa acidez, álcool elevado, bom corpo, maciez, taninos médios/finos já trabalhados, persistência média a longa, com agradável retro-olfato de frutas, com toques de carvalho tostado. 77,6
4. BOSCATO CABERNET SAUVIGNON 1999
Bastante representativo da varietal, o Boscato exibe uma saudável cor rubi/púrpura, com boa intensidade e sem evolução. No nariz exibe aromas frutados, ainda com toques fermentativos de vinho jovem, com boa intensidade. Na boca tem acidez média, álcool ligeiramente acima, corpo leve a médio, boa concentração, com taninos médios ainda presentes, persistência curta a média e retro-olfato de frutas de média intensidade. Tem boa expressão na boca, com levíssimo amargor final. Tem condições de evoluir bem com algum tempo de adega. 77,6
5. MARCO LUIGI CABERNET SAUVIGNON 1999 Este Cabernet exibe cor rubi/púrpura intenso, praticamente sem evolução. De início, os aromas se mostraram reticentes, evoluindo com o passar do tempo para frutas escuras (amoras e cerejas), com toques finos de baunilha e herbáceo. Na boca mostra ataque potente, com acidez e álcool acima, taninos ainda muito duros e pouco trabalhados, de qualidade média. O retro-olfato, no entanto, revela certa doçura, com frutas maduras bem presentes e boa concentração. Deve melhorar com algum tempo de adega. 76,8
6. SALTON CLASSIC CABERNET SAUVIGNON 1999
Interessante este Cabernet, de cor rubi de boa intensidade e leve halo de evolução. O perfil aromático é o seu ponto alto, com aromas intensos de goiaba e notas mentoladas, com toques de chocolate, personalíssimo e persistente. Na boca mostra boa acidez, álcool perceptível, taninos médios ainda presentes, corpo médio, persistência média a longa, boa concentração e retro-olfato de frutas, com a inequívoca marca do mentol. 76,2
7. LOVARA CABERNET SAUVIGNON GRANDE RESERVA 1999 Vinho de cor rubi, já com evidentes reflexos granada de evolução, de boa intensidade. Exibe aromas frutados e balsâmicos, intensos, com toques elegantes de cedro tostado. A boca mostra boa acidez, álcool elevado, taninos médios presentes, bom corpo, retro-olfato frutado, de persistência média/longa e leve amargor final.75,9
8. RESERVA AMADEU CABERNET SAUVIGNON 2000 Aqui a cor é rubi com reflexos violáceos, de boa intensidade e sem evolução. Os aromas são de frutas em geléia e figos secos. Na boca possui ataque macio, com bom equilíbrio entre acidez e álcool, com taninos médios presentes, leve amargor, persistência média e retro-olfato frutado. 75,9
9. CAVE DA PEDRA CABERNET SAUVIGNON 1999
A cor é vermelho-rubi, intenso e já com discreto halo de prontidão. Aromas bastante fechados de início, evoluindo lentamente para frutas escuras maduras, mas pouco intenso. Na boca tem acidez e álcool elevados, com relativa maciez, taninos em grande quantidade, médios/finos, sem amargor. O retro-olfato é discreto e a persistência média. 75,7
10. MIOLO RESERVA CABERNET SAUVIGNON 1997 Já bem evoluído, este vinho mostra cor rubi, com reflexos granada e boa intensidade. No nariz mostra aromas finos de frutas escuras, licor de cacau e toques de carvalho tostado. Na boca tem boa maciez, com acidez abaixo e álcool acima, taninos médios muito presentes em contraste com a concentração média de frutas. A persistência é média, existe um certo amargor residual e o retro-olfato exibe frutas maduras. 75,6
11. CASA VALDUGA PREMIUM CABERNET SAUVIGNON 1999
Vinho de cor rubi, com evolução para granada, de média intensidade. Aromas mostrando total predomínio do carvalho muito tostado, com toques herbáceos e de intensidade média. O ataque é bastante duro, com taninos muito presentes e não trabalhados, pouca fruta, corpo médio e retro-olfato herbáceo, de curta para média persistência. 75,3
12. BOSCATO GRAN RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2000
O Gran Reserva Boscato possui cor rubi/púrpura, intensa e com leve halo aquoso e aromas agradáveis de frutas maduras, lembrando goiaba vermelha, com boa intensidade e persistência. Na boca mostra acidez levemente abaixo, com álcool equilibrado, bom corpo, maciez, taninos médios a finos perceptíveis, com média persistência e retro-olfato de frutas e chocolate. 75,3
13. LOVARA CABERNET SAUVIGNON 2000
A cor é rubi/granada, com evidente evolução e aromas etéreos agradáveis de frutas maduras, cedro e chocolate. Na boca mostra baixa acidez e pouca concentração de frutas, com taninos quase resolvidos, persistência média/longa e retro-olfato de chocolate. 75,1
14. CAVALLERI CABERNET SAUVIGNON 2000
Interessante vinho de cor rubi/granada, de média intensidade e agradáveis aromas de frutas em geléia, toques balsâmicos e notas terrosas, de boa intensidade. O ataque é médio/intenso, com acidez levemente abaixo e álcool acima. Com grande quantidade de taninos médios e leve amargor. No entanto, tem boa concentração de frutas e pode melhorar com algum tempo de adega. 74,8
15. JUAN CARRAU CABERNET SAUVIGNON 2000
Esta tradicional vinícola mostra um Cabernet de boa qualidade, de cor rubi/ granada evoluída, com aromas etéreos de fruta seca, chocolate e cedro, agradáveis mas pouco intensos. Ataque com boa concentração de frutas, acidez levemente abaixo, álcool equilibrado, taninos médios pouco presentes e persistência média a longa, com retro-olfato de chocolate e frutas. 74,8
16. CORDELIER RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2000
Um bom Cabernet de cor rubi/púrpura, bastante intensa e aromas de frutas escuras e toques animais, muito agradável. Na boca mostra boa acidez, álcool levemente perceptível, boa concentração de frutas, taninos médios bastante presentes, leve amargor final e persistência média. 74,7
17. CAVE DE PEDRA CABERNET SAUVIGNON 1997 Vinho de cor rubi, com boa intensidade e aromas finos de frutas escuras e notas de especiarias (curry). Na boca tem acidez média, boa concentração de frutas, taninos de média qualidade, amargor final e adstringência perceptíveis. O retro-olfato é de frutas e a persistência média a longa. 74,2
18. BOTTICELLI CABERNET SAUVIGNON 2001
Este Cabernet do Vale do São Francisco mostra intensa cor púrpura e aromas muito frutados, com toques de chocolate e notas herbáceas. A boca mostra equilíbrio entre acidez e álcool, taninos em grande quantidade, de média qualidade e que dão ao vinho uma intensa adstringência final, com amargor importante. Tem boa concentração de frutas e persistência média, com retro-olfato que ressalta o herbáceo. 74,1
19. ACQUASANTIERA CABERNET SAUVIGNON 1999
Este vinho mostra cor rubi, de média intensidade e aromas pouco intensos de frutas, chocolate e notas florais. Na boca tem corpo leve a médio, baixa acidez, álcool levemente acima, taninos médios bastante presentes, com discreto amargor final e persistência curta a média. 74,1
20. DON LAURINDO CABERNET SAUVIGNON 1999
Vinho de cor rubi, já com halo de evolução de nuanças granada e média intensidade. Os aromas são de frutas escuras, leve toque de chocolate e média intensidade. Na boca tem corpo leve a médio, acidez abaixo, taninos de média qualidade bastante presentes, leve amargor, persistência média e retro-olfato agradável de frutas e chocolate. 73,9
Merlot
A prestigiada uva Merlot, em alta no mundo do vinho, mostrou este ano um desempenho um pouco melhor que no Guia 2001, ficando muito evidente a superioridade da safra de 1999 sobre as safras de 2000 e 2001. Isto se deve ao fato que a Merlot é uma uva de maturação precoce e nestas duas últimas safras as chuvas do início da colheita prejudicaram a Merlot. De qualquer forma, a Merlot é sempre uma uva interessante e que tem papel decisivo em mesclas com a Cabernet Sauvignon, uma prática cada dia mais utilizada em todo o mundo. Uma boa notícia para os apreciadores da varietal é que a safra de 2002 foi excepcional para a Merlot e poderemos ter num futuro próximo surpresas muito agradáveis. É esperar para ver.
1. MARCO LUIGI MERLOT 1999
Um bellíssimo exemplar desta prestigiada uva, o Merlot da Marco Luigi mostra intensa cor rubi/púrpura, sem qualquer halo de evolução e aromas muito interessantes de frutas escuras maduras, com notas florais e toques de coco e chocolate, com agradável tostado. A boca surpreende pela maciez e sensação de doçura, com grande concentração de frutas muito maduras, bem suportadas pela refrescante acidez, leve alcoolicidade e taninos muito finos e maduros, de uvas colhidas em seu máximo grau de maturidade. Possui longa persistência e um delicioso retro-olfato de frutas, chocolate e especiarias. Excelente. 81,54
2. PIZZATO MERLOT 1999
O campeoníssimo Pizzato continua evoluindo muito bem e certamente ainda dará muita alegria aos felizardos que o possuem, visto ter se esgotado rapidamente e se tornado um ítem de colecionador. Mostra uma saudável cor rubi com reflexos púrpura, de boa intensidade e aromas intensos de frutas escuras, com o revelador toque de chocolate. Na boca possui acidez e álcool bem equilibrados, boa concentração, corpo médio, taninos ainda presentes, finos a médios, com persistência média e retro-olfato de cacau e chocolate maltado. 80,3
3. MIOLO MERLOT RESERVA 1999
Este Merlot possui cor rubi, de boa intensidade e leve halo de evolução. Os aromas são agradáveis, com toques herbáceos de gerânio e ervas frescas, evoluindo para notas de chocolate. Na boca tem acidez média, álcool perceptível, taninos médios muito presentes, discreto amargor final, corpo leve a médio e retro-olfato herbáceo de persistência média. 77,3
4. CASA VALDUGA PREMIUM MERLOT 1999 Vinho de cor rubi bastante intensa, sem halo de evolução e aromas pouco intensos de frutas escuras e torrefação. Na boca mostra acidez média, álcool acima, corpo médio, taninos duros, pouca persistência e final com adstringência, com leve retro-olfato de frutas. Talvez melhore com um pouco de adega, mas a concentração de frutas não permitirá que este tempo seja longo. 76,0
5. SANTA COLINA-MERLOT 2000
O perfil aromático deste Merlot mostra bastante distinção, com aromas defumados e notas florais, sobre um fundo de frutas escuras e leve caráter herbáceo. Na boca tem corpo médio, com boa acidez e álcool levemente acima, taninos em boa quantidade, perceptíveis e de qualidade média, com leve amargor final. Mostra ainda boa concentração, persistência média e retro-olfato mentolado. 75,5
6. SALTON CLASSIC MERLOT 1999
Aqui a cor é vermelho-rubi, de boa intensidade e leve halo de evolução e os aromas são de frutas vermelhas, com toques balsâmicos e com leve tostado. Na boca mostra boa acidez, álcool levemente acima, taninos médios ainda presentes, corpo leve a médio, persistência média e retro-olfato de frutas e chocolate. 75,4
7. VALMARINO MERLOT 2001
A cor deste Merlot é vermelho-rubi, ainda com reflexos violáceos, próprios de sua juventude, com aromas de frutas (framboesa e cereja), além de notas herbáceas e chocolate. Na boca tem acidez média, álcool equilibrado, boa maciez, taninos médios a finos presentes, persistência média, corpo médio e retro-olfato frutado. 74,4
8. PIZZATO MERLOT 2000
Agradáveis aromas de frutas escuras e notas de tostados marcam o nariz deste vinho, que ainda tem cor rubi/violáceo intensa e leve evolução. Na boca tem ataque médio, com acidez abaixo e álcool levemente acima, corpo médio, taninos médios presentes, frutas um pouco abaixo do desejável e retro-olfato pouco intenso, de média persistência. 74,1
9. CASA PERINI MERLOT 1999
Os intensos aromas de chocolate e frutas escuras marcam este vinho de cor rubi/violáceo, que na boca mostra boa acidez, corpo médio, taninos médios a finos, boa persistência e retro-olfato intenso.74,1
10. VALLONTANO-MERLOT-FINO SECO 2000
Vinho de cor rubi, de boa intensidade, com aromas ainda fermentativos sobre um fundo de frutas, com notas herbáceas e animais. Possui corpo médio, boa acidez, taninos médios, com retro-olfato de média persistência. 73,8
11. LOVARA MERLOT 1999
A cor aqui é granada, claro a médio e com evidente halo de evolução, com aromas pouco intensos, com fundo vegetal, num vinho de pouco corpo, baixa acidez, pouca fruta e curta persistência. 73,4
12. GIACOMIN RESERVA MERLOT 2001
Um interessante Merlot de cor violácea e intensidade média, com aromas frutados (cereja) e toques de chocolate. Na boca tem acidez abaixo e álcool acima, com pouco tanino, retro-olfato frutado e média para longa persistência. 73,4
13. CAMPOLARO MERLOT 2000
Este vinho tem cor vermelho-rubi, com intensa concentração visual e halo aquoso destacado, com aromas frutados e com toques de defumado. Na boca tem corpo leve, baixa acidez, álcool perceptível, taninos médios /duros bastante presentes, curta persistência e retro-olfato de frutas e leve toque de chocolate. 73,3
14. SALTON CLASSIC MERLOT 2000
Agradáveis aromas de frutas escuras, com notas de defumado e cana de açúcar marcam este vinho de cor rubi e reflexos granada, de média intensidade e que na boca mostra corpo leve, boa acidez, álcool marcante, taninos médios ainda bastante presentes, curta para média persistência e retro-olfato discreto. 73,1
15. MARSON RESERVA MERLOT 1999
Aqui a cor é vermelho-rubi com reflexos granada, de média intensidade e aromas marcantes de frutas escuras, bem mescladas ao coco e ao mentol, bastante agradáveis. Na boca não tem a mesma classe, com boa acidez, corpo médio, amargor discreto, taninos vegetais e adstringência final. A persistência é média para longa e o retro-olfato mentolado. 72,9
16. BOSCATO RESERVA MERLOT 1999
Este Merlot exibe cor rubi/leve granada e aromas de frutas escuras, com notas vegetais e tostado. Na boca tem elevada acidez, álcool também elevado, corpo médio, boa concentração de frutas, taninos ainda em grande quantidade e de média qualidade, com leve amargor final. A peristência é média e o retro-olfato de frutas. 72,5
17. ALIANÇA RESERVA MERLOT 1999 Aromas marcantes de especiarias (pimenta) e frutas escuras, num vinho de corpo médio, boa acidez, álcool levemente acima, concentração média de frutas, taninos presentes e de média qualidade, persistência média e leve amargor final. 72,5
Tintos Variados e Assemblage Tinto
Cabernet Franc
Mais uma vez a Cabernet Franc decepcionou, mostrando que, pelo menos no Brasil não tem vocação para ser protagonista principal, se contentando, quando muito, com o papel de coadjuvante. Alguns vinhos chegaram a apresentar até que um perfil aromático interessante, mas a boca não corresponde, dando muito pouca satisfação ao consumidor
1. CASA VALDUGA CABERNET FRANC PREMIUM 1999
Vinho de cor rubi, com reflexos violáceos, de boa intensidade. Os aromas são de frutas, com toques de chocolate, de média intensidade. Na boca mostra boa acidez, álcool elevado, taninos muito presentes, de média qualidade, corpo leve a médio, leve amargor final , com retro-olfato pouco intenso e persistência curta a média. 73,8
2. NAVARRO CORREAS CABERNET FRANC 1999
Aqui a cor é rubi, de média intensidade e aromas frutados, com notas herbáceas. Na boca tem corpo médio, bom equilíbrio, média concentração de frutas, pouca persistência e retro-olfato frutado. 73,1
3. MARCO LUIGI CABERNET FRANC 1999
Intensa cor violácea, com aromas frutados e toques herbáceos. Acidez média, álcool acima, taninos duros, pouca concentração e persistência curta. 72,6
4. AURORA CLOS DES NOBLES CABERNET FRANC 2000 Vinho de cor rubi, de média intensidade e aromas herbáceos, com evolução para cana de açúcar, mostrando na boca boa acidez, álcool elevado, taninos médios bastante presentes e persistência média. 71,42
5. CASA VALDUGA SECULUM CABERNET FRANC 1999
Os agradáveis aromas de frutas em compota, com toques animais e toques de tostado são o ponto de destaque deste vinho de cor rubi/granada. Na boca mostra corpo leve a médio, baixa acidez, taninos médios bastante presentes e persistência média. 70,54
6. CAVALLERI CABERNET FRANC 1999
Novamente os aromas são o destaque, com frutas (cereja), especiarias (pimenta) e chocolate. Na boca pouca acidez, taninos duros muito presentes, pouca concentração e amargor final, com média persistência. 70,1
Shiraz
A uva Shiraz proveniente do Vale do São Francisco, no nordeste do Brasil, este ano ficou devendo. Mesmo mostrando um agradável perfil aromático, as duas únicas amostras mostraram um preocupante amargor final, que coloca em dúvida o potencial de qualidade desta uva plantada numa região pouco adequada para o cultivo de uvas viníferas, com a honrosa exceção da Moscatel.
1. LOVARA SHIRAZ 2000
Este vinho mostra cor rubi, com evolução para granada e média intensidade. Os aromas são muito agradáveis, com frutas escuras maduras (amora), com toques de chocolate. Na boca é macio, com álcool acima, taninos médios, persistência média, intenso amargor final e média concentração de frutas. O retro-olfato é frutado e com notas herbáceas. 76,2
2. TERRANOVA SHIRAZ 2001
Os finos aromas de frutas escuras maduras, com toques balsâmicos e de especiarias (cravo e gengibre) e evolução para rapadura, são o destaque deste vinho de cor violáceo intenso. Na boca o corpo é médio, com boa acidez e álcool acima. Os taninos, em grande quantidade, são de média qualidade, com intenso amargor final. A persistência é média e o retro-olfato, frutado. 75,2
Ancellotta
1. DON LAURINDO ANCELLOTTA 2000
Uma novidade no mercado, este vinho varietal produzido com a uva Ancellotta, geralmente utilizada em cortes com outras uvas, mostra cor muito intensa, rubi/violáceo e aromas frutados, ainda com toques fermentativos. Na boca é muito potente, com acidez e álcool muito elevados, taninos em quantidades industriais, de média qualidade e amargor final perceptível. O retro-olfato é frutado e persistência média. 73,8
Tannat
A melhor surpresa de nosso Guia 2001, a potente Tannat sentiu os efeitos do clima desfavorável em 2000, não conseguindo repetir o bom desempenho da safra 1999. Mesmo assim mostra que é uma uva interessante, com bom potencial para se desenvolver no Brasil, especialmente quando as uvas da região de fronteira com o Uruguai começarem a ser vinificadas. Na média, os vinhos mostraram boa concentração de frutas, mas a qualidade dos taninos ficou abaixo da média, pois as uvas não conseguiram, pela qualidade da safra, atingir seu máximo grau de maturidade fisiológica.
1. SALTON CLASSIC TANNAT 2000
Esta novidade da Salton mostra intensa cor violácea e intensos aromas de frutas escuras, emolduradas por notas florais e toques de coco e baunilha, de grande fineza. Possui boa acidez, álcool acima e taninos em grande quantidade, ainda muito presentes. Mostra retro-olfato frutado e persistência média a longa. Por seu estilo potente, lembra os tannats franceses, que pedem pratos muito gordurosos para compensar os taninos. Como tem boa concentração de frutas, tem potencial de guarda, para integrar seus componentes e amaciar os taninos. 77,5
2. VALMARINO TANNAT 2001
Este vinho mostra cor rubi/violáceo, de boa intensidade e aromas frutados pouco intensos de início, aumentando com a evolução no copo, com toques de tostado. Na boca mostra acidez adequada, álcool levemente acima, corpo médio, taninos médios bastante presentes, discreto amargor final, persistência média e retro-olfato frutado. 76,0
3. DAL PIZZOL TANNAT 2000
Aqui a cor é vermelho-rubi, com intensidade média e aromas de frutas em geléia e notas de tostado. Na boca tem boa acidez, álcool acima, corpo médio, taninos duros, muito presentes e média persistência, com retro-olfato pouco intenso. 75,3
4. DON LAURINDO TANNAT 2000
Os aromas se destacam neste tannat, com frutas escuras maduras, notas florais, melaço e toques animais. De cor rubi muito escura, mostra na boca corpo pleno, ótimo extrato, acidez média, álcool acima, retro-olfato frutado com toques de tostado e persistência média. Pode melhorar com a guarda em adega por mais algum tempo. 75,1
5. CAVE DE PEDRA TANNAT 2000
Pouca concentração e taninos muito duros são as características deste vinho, que mostra aromas frutados, corpo leve a médio, boa acidez, álcool acima e persistência média. 74,9
6. RESERVA AMADEU TANNAT 2000
A dureza dos taninos é a tônica deste vinho de cor rubi de média e aromas pouco intensos, pouca acidez, álcool acima, taninos médios, amargor final perceptível e média persistência. 74,6
7. ANGHEBEN TANNAT 2000
Este vinho mostra cor rubi de média intensidade, com aromas frutados e leves toques animais. Na boca tem corpo médio, acidez média, taninos médios bastante presentes e persistência média. 72,1
8. VALLONTANO TANNAT 2000
De cor vermelho-rubi e aromas frutados com toques de tostado, este tannat mostra corpo leve a médio, com acidez média, taninos médios presentes, amargor final e pouca concentração. Final austero e com aspereza. 71,9
Assemblage Tinto
Os assemblage, ou vinhos produzidos com várias uvas, também não fugiram à regra geral e decepcionaram, tanto no nariz quanto na boca, provavelmente pela utilização de vinhos pouco interessantes das safras de 2000 e 2001, sabidamente difíceis para os vinhos brasileiros. Os vinhos mais representativos conseguiram se salvar, mostrando boa concentração de frutas e taninos de média a boa qualidade, ainda aceitáveis.
1. MIOLO LOTE 43 1999
Um dos mais esperados vinhos brasileiros, o Miolo Lote 43 1999, um corte de Cabernet Sauvignon 50% e Merlot 50%, produzido com uvas provenientes dos melhores vinhedos da Miolo, mostra cor rubi com reflexos granada, bastante evoluída e de boa concentração. Os aromas, elegantes, são de frutas escuras em geléia, com notas de couro e toques balsâmicos, de boa intensidade e persistência. Na boca mostra predomínio do álcool sobre a acidez, com boa concentração de frutas, bom corpo, taninos médios a finos bastante presentes, persistência média e retro-olfato frutado, ressaltando a quase doçura de frutas muito maduras. Já está pronto para consumo. 79,9
2. DAL PIZZOL ASSEMBLAGE 1999
Este vinho mostra cor rubi escuro e aromas de frutas escuras maduras (ameixa), com toques animais e notas de tostado. Na boca mostra acidez e álcool elevados, bom corpo, taninos médios a finos presentes, persistência média e retro-olfato frutado. 73,5
3. MIOLO SELEÇÃO TINTO
O vinho mais vendido da Miolo mostra cor rubi de boa intensidade e aromas bastante agradáveis de frutas escuras, chocolate, coco e ervas frescas. Na boca expressa boa acidez, álcool acima, taninos médios a finos perceptíveis e retro-olfato de frutas e chocolate, com boa persistência. 72,4
4. DON LAURINDO ASSEMBLAGE 1999
Sempre um bom vinho desta vinícola, o Assemblage 1999 da Don Laurindo mostra cor rubi de ótima intensidade e aromas intensos de especiarias e frutas em geléia, com evolução para chocolate. Na boca mostra bom corpo, acidez média, álcool adequado, taninos médios/finos presentes, persistência média a longa e retro-olfato frutado. 72,2
5. CHALET DU CLERMONT RESERVA ESPECIAL 1999
Neste assemblage a cor é rubi com evidente halo de evolução granada e aromas levemente frutados e com toques de acidez volátil. Possui corpo leve a médio, com álcool acima, boa acidez, taninos duros muito presentes, pouca concentração de frutas, amargor final e pouca persistência. 70,4
6. AMADEU SELECTUS
O assemblage da Cave de Amadeu, um corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, mostra cor rubi e reflexos granada, com aromas de frutas vermelhas e notas herbáceas. Na boca demonstra bom equilíbrio, boa acidez, corpo médio, persistência média e retro-olfato não muito intenso. 70,4
7. CASA VALDUGA GRAN RESERVA EXCELLENCE ASSEMBLAGE 1999
Neste vinho a cor é rubi com reflexos granada e os aromas são de frutas, não muito intensos e com toques herbáceos, com interessante evolução para café torrado. Na boca mostra taninos muito evidentes, de média qualidade, baixa acidez, álcool elevado, pouca persistência e retro-olfato discreto. 70,1
PINOT NOIR
A difícil e exigente Pinot Noir dá mostras de não se aclimatar, pelo menos por enquanto, no Brasil. Seu destino mais provável, a exemplo da Riesling, deve ser mesmo os vinhos espumantes, onde certamente fará boa companhia à Chardonnay, na produção de espumantes de maior qualidade. Por enquanto, os varietais ficam devendo, e muito.
1. MIOLO RESERVA PINOT NOIR 2001
A cor granada mostra a total evolução deste vinho, que tem aromas de frutas em geléia, com especiarias. Na boca mostra acidez adequada, álcool acima, taninos de média qualidade ainda perceptíveis, corpo médio, amargor final importante e média persistência, com retro-olfato de frutas.
2. AURORA VARIETAL PINOT NOIR 2000
Aqui a cor é rubi/granada, evoluída, com aromas de geléia de frutas, notas florais discretas e especiarias. O corpo é leve, a acidez baixa, o álcool elevado, os taninos médios e existe um leve amargor final. O retro-olfato é de frutas maduras, de média persistência.
3. SANTA COLINA PINOT NOIR 2000
Aromas discretos e pouca concentração de sabores, com taninos muito presentes e amargor final.
GAMAY
1. DON LAURINDO GAMAY 2001
Intensa cor rubi/violáceo, com aromas de frutas e especiarias (cravo e canela), com toques herbáceos. Na boca mostra boa acidez e álcool equilibrado, corpo leve, média persistência e retro-olfato frutado.
Brancos
Chardonnay
A degustação dos vinhos da uva Chardonnay, em sua maioria provenientes das safras de 2000 e 2001, mostram de forma bastante clara a influência do clima no resultado final na garrafa. Os vinhos, de maneira geral, mostraram pouca intensidade, com concentração relativamente baixa de frutas, pouco corpo e álcool elevado, talvez por uma chaptalização exagerada. De positivo, mostraram aromas com boa tipicidade, na média bastante agradáveis. Chama ainda a atenção o uso um pouco exagerado de carvalho, excessivo para a qualidade das uvas destas safras difíceis.
1. CASA VALDUGA EXCELLENCE GRAN RESERVA 2001
O melhor chardonnay brasileiro deste guia apresenta bela cor amarelo ouro, de boa intensidade e intensos aromas que lembram frutas muito maduras, como melão,abacaxi e pêra, bem como toques amanteigados. Na boca, o corpo é médio, com leve predomínio do álcool sobre a acidez, boa concentração de frutas, boa persistência e retro-olfato frutado. 76,9
2. AMADEU RESERVA CHARDONNAY 2001
Vinho de coloração amarelo palha com reflexos dourados, que apresenta aromas bastante focados na fruta, com toques amanteigados, com notas de carvalho tostado. Na boca, o corpo é leve, com bom equilíbrio entre álcool e acidez e discreto amargor final. O retro-olfato lembra manteiga e a persistência final é média. 75,9
3. MIOLO RESERVA CHARDONNAY 2001
Este vinho exibe cor amarelo ouro, de boa intensidade e seus aromas predominantes são decorrentes do uso de madeira, tais como, coco e baunilha, além de um toque de gengibre e frutas brancas passadas. Na boca, apresenta corpo médio, com leve predomínio do álcool sobre a acidez e certo amargor final. O retro-olfato é frutado e a persistência final é média. 75,7
4. ALIANÇA CHARDONNAY 2001
Aqui a cor é amarelo palha, de boa intensidade e com reflexos esverdeados. No nariz, revela aromas amanteigados, bastante agradáveis e frutas brancas maduras na sua evolução. Na boca, o corpo é médio com discreto predomínio do álcool sobre a acidez , sem amargor final, porém com certa adstringência. O retro-olfato é frutado, pouco intenso e a persistência final é de curta para média. 75,4
5. MIOLO RESERVA CHARDONNAY 1999
Este chardonnay apresenta nítida cor amarelo ouro e seus aromas lembram caramelo, baunilha e boa intensidade de frutas brancas maduras. Na boca, o corpo é médio com leve predomínio do álcool sobre a acidez. O retro-olfato é frutado e a persistência final é muito boa. 75,2
6. SALTON VOLPI CHARDONNAY 2000
Este agradável vinho exibe cor amarelo palha com reflexos dourados. No nariz, revela aromas de frutas brancas frescas e leve toque de baunilha. Na boca, o corpo é médio para leve, com discreto predomínio do álcool sobre a acidez, sem amargor final. O retro-olfato é também frutado e a persistência final é média. 74,4
7. CASA VALDUGA CHARDONNAY 2001
Neste vinho, a cor é amarelo palha com reflexos dourados. Seus típicos aromas são bastante frutados, acompanhados de elegantes toques florais e lácteos. Na boca, mostra corpo médio, bom equilíbrio entre acidez e álcool, com discreto amargor final. O retro-olfato é frutado, com toque de baunilha e a persistência final é média. 74,2
8. MIOLO RESERVA CHARDONNAY 2000
Este vinho apresenta cor amarelo palha com reflexos dourados, de média intensidade. Seus aromas lembram frutas brancas passadas, com toques de tostado e de especiarias, como canela e cravo. Revela bom corpo, macio, com discreto predomínio do álcool sobre a acidez e leve amargor final. O retro-olfato é frutado, com toque floral e a persistência final é média. 73,9
9. MARSON RESERVA CHARDONNAY 2001
Vinho de cor amarelo palha. No nariz, exibe aromas florais, com toques fermentativos, lembrando manteiga, bastante agradáveis e intensos. Na boca, o corpo é médio, com boa acidez e álcool perceptível. Apresenta discreto amargor final, retro-olfato frutado e a persistência final é média. 73,7
10. SANTA COLINA CHARDONNAY 2001
Este vinho mostra cor esverdeada, é claro e límpido. No nariz, os aromas lembram toques animais, mais especificamente “aromas de estábulo”. Na boca, o corpo é leve, com pouca concentração, mostrando certa adstringência e amargor final moderado. O retro-olfato relembra os aromas iniciais e a persistência final é curta. 73,1
11. CAVALLERI CHARDONNAY 2001
Este chardonnay apresenta cor amarelo ouro. Seus aromas são agradáveis, com notas de tostado, pêlo queimado, e toques amanteigados. Na boca, exibe corpo médio, com predomínio do álcool sobre a acidez, presença de amargor e persistência final média. 72,9
12. Cd’A CHARDONNAY 2001
Este vinho mostra cor amarelo palha, com aromas baseados em frutas brancas frescas e toques amanteigados, com leve toque de madeira. Na boca, é equilibrado, sem amargor e com retro-olfato bastante frutado. Sua persistência final é média. 72,7
13. CORDIGNANO CHARDONNAY 2001
Vinho de cor amarelo palha com reflexos dourados e aromas fermentativos, com toque de manteiga e boa intensidade de frutas brancas. Na boca, revela corpo médio, bom equilíbrio e certo amargor final. O retro-olfato é frutado, a madeira bem integrada, sem excesso, com persistência final média. 72,4
14. CORDELIER RESERVA - CHARDONNAY - 2000
Este vinho exibe cor amarelo palha com reflexos esverdeados. No nariz, os aromas são frutados, com toques herbáceos e químicos. Na boca, o corpo é leve, com predomínio da acidez sobre o álcool. O retro-olfato é frutado e a persistência final curta. 72,00
15. AURORA RESERVA – CHARDONNAY – FINO SECO – 2000
Aqui a cor é amarelo palha com reflexos dourados. No nariz, os aromas lembram frutas maduras, como pêra e melão, com discreto toque amanteigado. Na boca, o corpo é médio, com predomínio do álcool sobre a acidez e leve amargor final. O retro-olfato é agradável, lembrando caramelo e a persistência final é média. 71,9
17. DAL PIZZOL CHARDONNAY 2001
Este vinho exibe cor amarelo palha, com aromas predominantemente florais e leve toque frutas brancas. Na boca, apresenta corpo leve, bom equilíbrio entre álcool e acidez, com leve amargor final. O retro-olfato é floral e a persistência final é média. 71,9
18. SALTON CLASSIC CHARDONNAY RESERVA 1999
Vinho de cor amarelo palha com reflexos dourados e agradável intensidade aromática denotando frutas brancas maduras com toques fermentativos, lembrando manteiga. Na boca, é macio equilibrado, apresentando discreto amargor final. O retro-olfato é bastante frutado e refrescante e a persistência final é média. 71,7
19. LOVARA CHARDONNAY 2000
Este chardonnay apresenta cor amarelo ouro. No nariz, predominam os aromas derivados do carvalho, notadamente coco e baunilha, com leve toque de gengibre e certo frutado. Na boca, o corpo é médio, com predomínio do álcool sobre a acidez e presença de amargor final. O retro-olfato lembra baunilha e a persistência final é média. 71,6
20. CAVE DE PEDRA CHARDONNAY 2000
Este vinho exibe cor amarelo ouro, de boa intensidade. Seus aromas são calcados nas frutas brancas frescas, com certo toque de baunilha. Na boca, o corpo é médio, bom equilíbrio entre álcool e acidez, porém há certo amargor final persistente. O retro-olfato é frutado e a persistência final curta. 71,5
21. Dom Armando Chardonnay 1999 - 71
22. Forestier Reserve Chardonnay 2000 - 70,9
23. Lovara Chardonnay 1999 - 70,7
24. Aurora Varietal Chardonnay 2001 - 70,6
25. Classic Chardonnay - Reserva Especial 1998 - 70,6
26. Forestier Reserve Chardonnay 1999 - 70,5
27. Campolaro Chardonnay 2000 - 69,4
28. Casa Perini Chardonnay 2000 - 69,1
29. Baron de Lantier Chardonnay - 2000 - 68
30. Baron de Lantier Chardonnay - 1999 - 67,7
31. Jolimont Chardonnay Reserva Especial 2001 - 67,5
32. Boscato Reserva Chardonnay - 2000 - 66,5
33. Dom Candido Chardonnay Reserva 2000 - 66,4
34. Zanrosso Reserva Chardonnay - 2001 - 66
35. Baron de Lantier Chardonnay - 1998 - 65,5
36. Marcus James Reserva Especial - Chardonnay - 2001 - 65,4
37. Courmayeur Reserva Chardonnay - 2000 - 63,1
Assemblage Branco
Os vinhos brancos de assemblage, assim entendidos como vinhos produzidos pela associação de várias uvas diferentes, continuam a ser pouco interessantes para o consumidor, ainda mais nesta avaliação onde predominaram vinhos provenientes de safras não muito felizes. Os mais representativos ainda se salvam, com alguma concentração de frutas e aromas agradáveis. Como regra geral, poderíamos até dizer que estes vinhos costumam agradar mais ao nariz do que à boca.
1. AMADEU SELECTUS - NV
Este vinho apresenta cor amarelo palha com reflexos dourados. No nariz, mostra evidente aroma de baunilha acompanhado de toques lácteos. Na boca, possui corpo médio com elevada acidez e alto teor alcoólico, seguidos por discreto amargor final. O retro-olfato evoca baunilha e a persistência final é curta. 75,7
2. MIOLO SELEÇÃO BRANCO 2000
Vinho de cor amarelo ouro, que apresenta belo e potente perfil aromático, lembrando baunilha, coco, gengibre, especiarias como cravo e um toque frutado. Na boca, mostra corpo médio, com predomínio do álcool sobre a acidez e discreto amargor final. O retro-olfato lembra baunilha e a persistência final é média. 73,4
3. CORDELIER ASSEMBLAGE (Riesling-Chardonnay) - NV
Este vinho apresenta cor amarelo palha com reflexos dourados. No nariz, exibe aromas amanteigados e um toque de coco. Na boca, mostra corpo médio, com predomínio do álcool sobre a acidez e um retro-olfato onde praticamente só a madeira aparece. A persistência final é média. 73,1
4. DON LAURINDO ASSEMBLAGE BRANCO 2001
Vinho de cor amarelo palha e reflexos dourados, com aromas típicos do carvalho, como coco e baunilha. O corpo é leve, boa acidez, com um leve predomínio do álcool e discreto amargor final. O retro-olfato lembra baunilha e a persistência final é média. 71,6
5. SAINT GERMAIN BLANC DE BLANCS AURORA - NV
Aqui a cor é amarelo palha, com reflexos dourados. No nariz, revela aromas de média intensidade com predomínio de frutas maduras, lembrando melão. Na boca, o corpo é leve, com predomínio da acidez sobre o álcool. O retro-olfato é discretamente frutado e a persistência final é curta. 71,4
6. ALMADEN SUNNY DAYS ASSEMBLAGE 2001
Vinho de cor amarelo-palha claro e aromas frutados, agradáveis. Tem corpo leve, acidez discreta e pouca persistência. O retro-olfato é de frutas. 71,13
7. DON CÂNDIDO ASSEMBLAGE RIESLING E SÉMILLON 2000
Este vinho apresenta cor amarelo palha com reflexos dourados. No nariz, exibe interessantes aromas de tostado e leve toque de baunilha. Na boca, apresenta corpo leve, com predomínio do álcool sobre a acidez e certo amargor final. O retro-olfato é frutado e a persistência é curta. 71,1
8. ALMADEN SUNNY DAYS ASSEMBLAGE 1999 – 70,13
Aqui encontramos mais evolução que no mesmo vinho da safra 2001 acima descrito, mas com as mesmas características gerais. Já está em fase descendente.
9. BARCO DIÓNYSOS SONNENTALER GOLD 2000 – 69,90
10. MARCUS JAMES GRANDE RESERVA 1999 – 69,8
11. VALLONTANO ASSEMBLAGE 2001 –69,60
12. COURMAYER CLÁSSICO – 68,20
13. MARSON VALE DA FERRADURA ASSEMBLAGE BRANCO – 65,5
14. SALTON CASTELL CHOMBERT BRANCO – 64,38
15. BARCO DIÓNYSOS SONNENTALLER SILVER 2000 – 63,90
16. BARCO DIÓNYSOS SONNENTALLER DIAMANT 2000 – 63,10
17. CHÂTEAU LACAVE SÉMILLON-RIESLING – 62,63
18. SAINT GERMAIN AURORA – 58,80
Riesling
Com raras exceções, os vinhos desta varietal pecam por falta de concentração e de mais caráter. A riesling no Brasil é mais adequada para a produção de espumantes e os vinhos varietais continuam a ser pouco interessantes para o consumidor.
1. NAVARRO CORREA RIESLING 2000
Vinho de cor amarelo palha com reflexos dourados. No nariz, seus aromas lembram maçãs verdes e notas florais de boa intensidade. Na boca, o corpo é leve, equilibrado e apresenta ligeiro amargor final. O retro-olfato é muito frutado e agradável, com persistência final média. 74,2
2. CLOS DE NOBLES - Aurora - RIESLING 2001
Este vinho apresenta cor amarelo palha com reflexos dourados. No nariz, seus aromas são de média intensidade, lembrando floral e certo toque de baunilha.O corpo é leve, com boa acidez, equilíbrio e discreto amargor final. O retro-olfato é agradável, com persistência curta. 73,6
3. MONTE LEMOS “DO LUGAR” RIESLING ITÁLICO 2000
Este vinho de cor amarelo palha, revela aromas florais intensos e toques de ervas frescas como alecrim e sálvia. Na boca, o corpo é médio, com predomínio do álcool sobre a acidez e certo amargor final. O retro-olfato é pouco intenso e a persistência final curta. 73,8
4. Marcus James Riesling 2001 - 72,1
5. Santa Colina Riesling 2001 - 71,2
6. Amadeu Junior Riesling 1998 - 71,1
7. Marson Riesling Reserva 2001 - 70,6
8. Dal Pizzol Riesling 2001 - 70,4
9. Castellamare Riesling 2001 - 69,8
10. Salton Classic Riesling 1998 -
11. Granja União Riesling 2000 - 69,5
12. Courmayeur Riesling 2001 - 67,7
13. Baron de Lantier Riesling 2000 – 66,13
14. Barco Dionisos Riesling 2001 - 65,1
Gewürztraminer
A uva Gewürztraminer no Brasil mostra uma boa adaptação, com boa tipicidade e dando origem a vinhos de menos corpo e menor teor alcoólico do que o habitual, o que acaba sendo uma vantagem, tornando-os mais apropriados ao nosso clima tropical
1. SALTON CLASSIC GEWURZTRAMINER 1999
Este vinho possui cor amarelo palha com reflexos dourados. No nariz, este belo exemplar revela os aromas típicos da gewürztraminer, lembrando rosas e lichia, que são bastante intensos, bem como outros aromas cítricos. Na boca, tem bom corpo, com certo predomínio do álcool sobre a acidez e discreto amargor final. O retro-olfato é floral e frutado e a persistência final é média. 78,1
2. SALTON CLASSIC GEWURZTRAMINER 2000
Vinho de cor amarelo ouro, com agradáveis aromas bastante típicos, com lichia e rosas, que se intensificaram na evolução. Na boca, apresenta corpo médio, com predomínio do álcool sobre a acidez e discreto amargor final. O retro-olfato é frutado e a persistência final média. 77,4
3. AURORA GEWURZTRAMINER VARIETAL 2001
Este varietal mostra cor amarelo palha com reflexos dourados e seus aromas revelam notas florais e frutas frescas, como a lichia, demonstrando boa tipicidade. O corpo é leve, com discreto predomínio do álcool sobre a acidez. O retro-olfato é muito agradável, e a persistência final é curta. 73,9
4. SANTA COLINA GEWURZTRAMINER 2001
Aqui a cor é amarelo palha com reflexos verdeais. No nariz, os aromas são florais, com notas cítricas e de anis, com boa intensidade. O corpo é leve, com ligeiro predomínio do álcool e discreto amargor final. O retro-olfato é floral e a persistência final curta. 72,3
5. AMADEU GEWURZTRAMINER RESERVA 2001
O vinho apresenta cor amarelo ouro. No nariz, mostra notas florais e de frutas maduras, com boa intensidade. O corpo é bom, sendo ligeiramente predominante o álcool. Não possui amargor final, com retro-olfato pouco intenso e persistência final média. 72,2
6. AURORA GEWURZTRAMINER RESERVA 2000
Este vinho de cor amarelo ouro, exibe aromas inicialmente pouco intensos, depois surgindo frutas frescas como a lichia. Na boca, o corpo é médio, com predomínio do álcool sobre a acidez. O retro-olfato é discretamente frutado e a persistência curta. 70,56
7. DAL PIZZOL GEWURZTRAMINER 2001
Exuberante cor amarelo ouro, com aromas que remontam à frutas brancas maduras, com boa intensidade, marcam este varietal. Na boca, apresenta bom corpo, predominando o álcool, praticamente sem amargor. O retro-olfato é pouco intenso e a persistência final média. 70,44
8. JUAN CARRAU GEWURZTRAMINER 2000 64,25
Moscato
A Moscatel, uva aromática muito popular, tem em seus vinhos doces do sul da Itália sua melhor expressão varietal. A vinificação em seco ou com pouco açúcar residual não ressalta suas melhores qualidades e od vinhos desta categoria tem muito pouco a oferecer ao consumidor brasileiro
1. CORDELIER MOSCATO
Este vinho de cor verdeal apresenta aromas denotando boa tipicidade da uva moscatel, com agradáveis notas florais. Na boca, o equilíbrio entre acidez e álcool é bom, com discreto predomínio do açúcar. Nota-se certo amargor final, com retro-olfato floral e persistência média. – 76,22
2. GIACOMIN MOSCATO GIALLO RESERVA 2001 – 75,67
Este vinho apresenta cor verdeal e revela aromas típicos da uva moscatel com floral intenso e agradável toque de anis e mentol. Na boca, o corpo é médio, bom equilíbrio entre acidez e álcool e certo amargor final. O retro-olfato é bastante floral e a persistência final é longa.
3. BOTTICELLI MOSCATO CANELLI 2001 – 75,00
Aqui a cor é verdeal, com aromas muito característicos da Moscatel. Na boca tem açúcar perceptível, boa acidez e álcool acima. Seu ponto fraco é o destacado amargor, que por ser persistente, torna o final de boca não muito agradável.
4. JOLIMONT MOSCATO 2000 – 68,78
5. ZANROSSO MOSCATO – 68,78
6. GRANJA PICCOLI DON CLAUDINO MOSCATO CANELLI – 65,78
Sauvignon blanc
De novo este ano nos deparamos com o mesmo perfil destes vinhos, pouco interessantes e distantes dos clássicos exemplares desta varietal. De qualquer forma, há esperança que de novas regiões como a Campanha, na divisa com o Uruguai, surjam uvas mais adequadas para a produção de vinhos de Sauvignon Blanc. Em nossa opinião, estes vinhos não deveriam passar por barricas de madeira, de forma a preservar o caráter frutado e a intensa acidez que deveriam estar (e não estão!) presentes neste estilo de vinho.
1. SALTON CLASSIC SAUVIGNON BLANC 2001
Lançamento da Salton, o vinho mostra cor amarelo palha e reflexos dourados. No nariz, revela aromas frutados e toques de baunilha e coco. O corpo é médio, com predomínio do álcool e amargor final leve. O retro-olfato é frutado e a persistência final média. 76,00
2. CASA VALDUGA GRAN RESERVA SAUVIGNON BLANC 2001
Este vinho apresenta uma cor verdeal e seus elegantes aromas são herbáceos, de média intensidade, evoluindo com toque floral. Na boca, apresenta corpo médio, belo equilíbrio, sem amargor final. O retro-olfato é herbáceo e possui uma boa persistência final. 75,6
3. MIOLO SAUVIGNON BLANC RESERVA 2000
Este vinho exibe cor amarelo ouro. Os aromas são marcados pelas frutas e toque lembrando tostado. Na boca, tem corpo leve, predomínio do álcool sobre a acidez e certo amargor final. O retro-olfato lembra tostado e a persistência final é média. 71,1
Malvasia
A aromática Malvasia certamente tem sua melhor vocação explorada em agradáveis vinhos doces provenientes da Itália. No Brasil, vinificada em seco, tem pouca expressão, não sendo uma opção atraente para o consumidor.
1. VALMARINO MALVASIA BIANCA 2001
Este vinho apresenta cor verdeal, com aromas florais e toques herbáceos. Na boca, exibe corpo leve, com predomínio do álcool e certo amargor final. O retro-olfato é floral e a persistência final curta. 74,67
2. DON LAURINDO MALVASIA DE CÂNDIA 2001
Vinho de cor amarelo palha, que mostra aromas marcadamente herbáceos. Na boca, seu corpo é médio, com bom equilíbrio, sem amargor final. O retro-olfato é pouco intenso e a persistência final curta. 73,67
3. GRANJA PICCOLI DON CLAUDINO MALVASIA DI CHIANTI 2000 – 68,33
4. VELHO AMÂNCIO MALVASIA 2000 – 69,63
Sémillon
A Sémillon, uva origunária de Bordeaux na França, onde dá origem a bons vinhos branco secos e a maravilhosos vinhos de sobremesa, não tem no Brasil qualquer expressão. Não tem qualquer apelo para o consumidor.
1. San Fratello - Zanrosso - Sémillon NV 57,7
Chenin Blanc
Originária do Vale do Loire na França, a Cheni blanc é uma uva versátil, cuja principal característica é a refrescante acidez. No Brasil, lamentavelmete, está muito longe de mostrar sua verdadeira expressão, muito provavelmente por ser cultivada em região de clima muito quente (Vale do São Francisco).
1. BOTTICELLI CHENIN BLANC 1999
Este vinho apresenta cor verdeal. No nariz, revela aromas florais e frutados, com toques de ervas, lembrando salsão. Na boca, o corpo é leve, com ligeiro predomínio do álcool sobre a acidez, que é muito refrescante. Nota-se discreto amargor final, com um retro-olfato frutado e persistência final média. 73,9
2. BOTTICELLI CHENIN BLANC 2001
Vinho de cor amarelo-palha, com reflexos esverdeados e aromas frutados, com toques herbáceos. Na boc a tem baixa acidez, álcool perceptível, com persistência média, retro-olfato de frutas e leve amargor final. 73,3
Pinot Blanc
A uva Pinot Blanc, originária da França, tem um único representante no Brasil, que não faz justiça à sua qualidade em seu pais de origem.
1. Pinot Blanc Clos des Nobles Aurora 2001 64,3
Trebiano
A italianíssima Trebbiano ainda não encontrou sua melhor forma no Brasil. E talvez nunca encontre, pois trata-se de uma uva de poucos aromas e sabores, mesmo em seu país de origem, onde frequentemente é utilizada em associação com outras uvas.
1. MONTE LEMOS “DO LUGAR” TREBIANO 2001
Este vinho exibe cor verdeal. Seus aromas lembram frutas frescas, como maçã verde, de boa intensidade. Na boca, o corpo é médio, com predomínio do álcool sobre a acidez e certo amargor final. O retro-olfato é frutado e a persistência final média. 71,5
Espumantes
BRUT
Os espumantes brut brasileiros analisados este ano foram nitidamente inferiores aos da nossa avaliação de 2001, talvez pelo fato dos vinhos-base não terem a mesma qualidade, por problemas decorrentes das safras 2000 e 2001. A espumatização continua, de modo geral excelente, mas a falta de concentração e o amargor presente em boa parte das amostras tirou um pouco o brilho destes vinhos. Talvez uma atenção especial para a qualidade do vinho-base possa devolver a estes vinhos no futuro seu antigo prestígio.
CHANDON BRUT
O melhor espumante brasileiro mostra cor amarelo-palha com intensos reflexos verdeais, com espuma adequada e bolhas pequenas, em boa quantidade e persistentes. Os aromas predominantes são de leveduras e ervas frescas, fino e elegante. Na boca mostra boa espuma, acidez adequada, bom equilíbrio, corpo médio, persistência média e retro-olfato de ervas frescas com notas florais. Seu melhor atributo é a integração entre seus elementos, o que lhe dá grande personalidade e notável fineza. 79,6
DON GIOVANNI BRANCO BRUT 1997
Um belo espumante de cor amarelo-palha com reflexos dourados e excelente espumatização, representada por espuma muito branca, bolhas pequenas, numerosas e persistentes. Mostra no nariz agradáveis aromas de frutas em compota (abacaxi), damascos e pêssegos, com toques de baunilha. No gustativo tem boa acidez, bom corpo, álcool levemente perceptível, bom colchão de espuma, leve amargor final e retro-olfato frutado, de boa persistência. 77,9
GEORGES AUBERT EXTRA BRUT BRANCO
Este espumante exibe cor verdeal, denotando sua juventude, com perlage constituída por bolhas pequenas, em boa quantidade e de média persistência. Mostra aromas herbáceos, com leve toque de leveduras. Na boca tem corpo médio, espuma adequada, álcool levemente acima, acidez adequada, leve amargor, persistência média e retro-olfato que confirma os aromas diretos. 77,4
LOVARA BRUT 2000
Este bom espumante apresenta cor amarelo palha com reflexos dourados, já indicando certa evolução. Seu perlage mostra bolhas pequenas em boa quantidade e com boa persistência. Os aromas lembram frutas brancas em compota, com toques florais e amanteigados. Na boca, mostra excelente espumatização e bom equilíbrio entre álcool e acidez, com leve amargor final, boa persistência e retro-olfato frutado. 77,2
MARCO LUIGI BRUT
Este espumante exibe cor amarelo palha com reflexo dourado e róseo. Apresenta bom perlage constituído por bolhas pequenas de persistência média. Seus aromas lembram compota de frutas brancas, com agradáveis toques empireumáticos e de baunilha. Na boca mostra corpo médio, com leve predomínio do álcool sobre a acidez, boa persistência e retro-olfato frutado. 77,1
DAL PIZZOL BRUT 1999
Este espumante exibe cor amarelo palha com reflexos dourados, mostrando perlage constituído de bolhas médias e persistência também média. No nariz, apresenta aroma com boa intensidade de frutas brancas e toque de coco. Na boca, tem corpo médio, com ligeiro predomínio do álcool sobre a acidez. Nota-se boa espumatização, discreto amargor final e boa persistência final, com retro-olfato frutado. 76,7
CAVALLERI BRUT 2000
Belo espumante, com cor amarelo palha e reflexos dourados. Seu perlage exibe bolhas pequenas com boa intensidade. Os aromas, bastante finos, mostram frutas brancas e toque de chocolate, pouco intensos inicialmente. Na boca, mostra bom corpo e equilíbrio, adequada espumatização, e leve amargor final com longa persistência e retro-olfato lembrando chocolate. 76,7
CASA PERINI BRUT
Este espumante exibe cor verdeal e perlage intenso, com bolhas pequenas e persistentes. Seus aromas são florais, lembrando “dama da noite” e herbáceos, com ervas frescas e grama cortada. Na boca, mostra corpo médio, com predomínio do álcool sobre a acidez, sem amargor final. Apresenta boa espumatização, retro-olfato floral e herbáceo, com média persistência final. 76,7
CAVE GEISSE BRUT
Espumante com coloração amarelo palha-dourado, apresentando perlage de bolhas médias de persistência curta. Seus aromas são de boa qualidade, com frutas secas, toques empireumáticos e amanteigados. Na boca, tem corpo médio, equilibrado, boa espumatização e leve amargor final. Apresenta persistência final média com retro-olfato elegante, lembrando frutas secas. 76,6
DE GRÉVILLE BRUT
Este espumante apresenta cor verdeal, com perlage de bolhas pequenas e média intensidade. Seus aromas lembram frutas cítricas com elegante toque floral. Na boca, exibe corpo leve, adequada espumatização e retro-olfato frutado, com curta persistência final. 75,6
DON LAURINDO BRUT
Espumante de cor amarelo palha e reflexos verdeais, com perlage intenso, de bolhas médias e longa persistência. No nariz, mostra aromas de frutas brancas, como abacaxi em compota, toques amanteigados e toques fermentativos, lembrando pão quente. Apresenta corpo médio, com bom equilíbrio e espumatização adequada. A persistência final é longa com retro-olfato pouco intenso. 75,5
AMADEU BRUT
Este espumante exibe cor amarelo ouro e perlage de bolhas médias com persistência curta. No nariz, mostra aromas de frutas brancas em calda e toques empireumáticos. Apresenta corpo médio, espumatização média, com bom equilíbrio entre álcool e acidez, lembrando uma sensação adocicada, de boa maciez. Sua persistência é longa, com final agradável. 75,4
MARSON BRUT
Este espumante apresenta cor amarelo palha com reflexos dourados. Seu perlage é intenso, com bolhas pequenas de longa persistência. No nariz, exibe aromas frutados com agradável toque de baunilha. Possui corpo médio, mostrando bom equilíbrio entre álcool e acidez, com agradável maciez e discreto amargor final. A sensação final é de um retro-olfato frutado com persistência média. 75,2
CORDELIER BRUT
Espumante de coloração amarelo palha com reflexos dourados, mostrando perlage intenso. Exibe bolhas pequenas com persistência média. No nariz, revela aromas frutados, lembrando abacaxi, com toques amanteigados. Apresenta corpo médio, com leve predomínio do álcool sobre a acidez, média espumatização e leve amargor final. Seu retro-olfato é frutado, com média persistência final.. 75,1
MARCUS JAMES RESERVA ESPECIAL BRANCO BRUT
Este espumante apresenta cor amarelo palha. Seu perlage é intenso, com bolhas pequenas e longa persistência. No nariz é frutado, mostrando aromas de frutas maduras. Apresenta bom corpo, com ligeiro predomínio do álcool sobre a acidez, boa espumatização, sem amargor final. Seu retro-olfato é frutado e possui boa persistência final. 74,2
ROUGE
CHANDON ROUGE BRUT
Este espumante tinto apresenta cor vermelho granada com toques salmão. Possui perlage de média intensidade com bolhas pequenas. Seus aromas são intensamente frutados, lembrando frutas vermelhas. Na boca, mostra corpo médio, acidez adequada, com média espumatização. Possui pequeno amargor final, com retro-olfato frutado ligeiro e persistência final média. 74,4
ROSÉ
DE GRÉVILLE BRUT ROSÉ
Este espumante rosé possui cor salmão, com perlage de bolhas pequenas com boa intensidade. Em termos aromáticos, mostra aromas frutados, com leve toque herbáceo. Na boca, apresenta corpo médio, ligeiro predomínio do álcool sobre a acidez, média espumatização e discreto amargor final. A persistência final é de média intensidade e o retro-olfato é discretamente frutado. 75,5
PROSECCO
PROSECCO SALTON BRUT 2002
Notável exemplar desta varietal de sucesso no Brasil, mostrando cor verdeal de boa intensidade, com boa perlage, constituída por bolhas pequenas, em boa quantidade e persistentes. Um dos seus melhores atributos é o aroma, intenso e muito agradável, de frutas frescas (pêra, pêssego), com delicadas notas florais de fundo. Na boca é leve, com boa espuma e boa acidez, além de retro-olfato frutado, com persistência média a longa. Uma boa amostra da espetacular safra de 2002, com muito boa concentração de aromas e sabores. 80,0
DEMI-SEC
A grande e agradável surpresa deste ano foi o desempenho dos espumantes demi-sec (doces) este ano. Muito intensos e com grau adequado de doçura, se destacaram pela ótima concentração de frutas e pela total ausência de amargor, além de excelentes níveis de acidez e espumatização impecável. Altamente recomendáveis.
CHANDON PASSION
Este espumante apresenta cor rosada, exibindo perlage intenso com bolhas pequenas e numerosas. No nariz, mostra aromas florais intensos, como rosas, e lichia, bastante agradáveis. Na boca, apresenta discreto predomínio do álcool sobre a acidez e boa intensidade de açúcar residual. O retro-olfato, bastante agradável, é floral e a presistência final é média. 79,7
CHANDON DEMI-SEC
Espumante de cor amarelo palha com ligeiro toque rosado. Apresenta perlage bastante intenso e persistente, com bolhas pequenas em grande quantidade. No nariz, revela aromas florais, com toque de frutas cítricas e baunilha muito agradável. Na boca, mostra leve predomínio do álcool sobre a acidez, com boa espumatização e doçura. Apresenta retro-olfato floral muito agradável e persistência final média. 79,2
MARCUS JAMES DEMI-SEC Este espumante exibe cor amarelo palha com reflexos dourados. Seu perlage é extremamente persistente, com bolhas pequenas e numerosas. Mostra aromas de frutas secas, como avelã, frutas em calda, toque amanteigado e tostado. Na boca, mostra bom equilíbrio, com açúcar bem integrado e boa espumatização. O retro-olfato é frutado com boa persistência final. 77,2
SALTON DEMI-SEC
Este espumante mostra cor amarelo palha com reflexos verdeais. Seu perlage é intenso, com bolhas pequenas e numerosas. No nariz, seus aromas são florais, com leve toque de frutas cítricas. Na boca, apresenta corpo médio, equilibrado na doçura, com boa espumatização. Seu retro-olfato é floral, com ótima persistência. 76,9
CONDE DE FOUCAULD DEMI-SEC
Espumante de cor amarelo palha com reflexos dourados, com perlage de média intensidade com bolhas pequenas. No nariz, exibe aromas de frutas secas com toque de especiarias. Apresenta corpo médio, com predomínio do álcool sobre a acidez e açúcar bem integrado. Seu retro-olfato é frutado e a persistência final é média. 76,5
MOSCATEL ESPUMANTE
Uma grande decepção a degustação destes vinhos, que no ano passado foram o frande destaque. Foi impressionante a quantidade de amostras com pouca concentração de aromas e sabores e mais preocupante ainda a falta de tipicidade de um expressivo contingente de vinhos, que sequer lembravam a aromática e inconfundível Moscatel. Muito provavelmente será necessário rever a legislação e se exigir que o vinho identificado como Moscatel Espumante tenha 100% desta uva, para não enganar o consumidor menos avisado ou frustrar os apreciadores desta notável uva.
CAVALLERI MOSCATEL ESPUMANTE
Este espumante exibe cor amarelo palha com perlage de bolhas pequenas e intensidade e persistência médias. No nariz, mostra aromas complexos e bastante agradáveis que lembram um belo Muscat Beaumes de Venise, com elegante floral e toque de mel. Na boca, nota-se predomínio da acidez sobre o álcool, com corpo médio e boa persistência, sendo o retro-olfato floral bastante agradável. 77,2
VALMARINO MOSCATEL
Espumante de cor verdeal, que apresenta um perlage de bolhas pequenas e médias e intensidade e persistência médias. Os aromas lembram flores brancas com leve toque defumado. Na boca, seu corpo é leve, com bela acidez, e açúcar bem integrado, embora apresente leve amargor final. O retro-olfato é floral de média intensidade e persistência final média. 76,8
AURORA MOSCATEL
Este espumante apresenta cor verdeal e perlage de bolhas pequenas e médias. Sua intensidade e persistência são também médias e os aromas notadamente florais e herbáceos. Na boca, revela bela acidez, bom teor de açúcar residual e leve amargor final. O retro-olfato é típico de moscatel, com persistência final média. 73,4
CAVE ANTIGA MOSCATEL ESPUMANTE 2002
Este espumante mostra tons verdeais com perlage de bolhas médias e número e persistência médios. Os aromas são típicos de moscatel, com toque floral bem marcado. Na boca, apresenta corpo leve, com predomínio do açúcar sobre a acidez e certo amargor final. O retro-olfato é floral e a persistência final é ligeira. 72,7
LOVARA MOSCATEL ESPUMANTE
Espumante com cor amarelo palha e reflexos verdeais, apresentando ligeira turbidez. Seu perlage é de bolhas médias e número e persistência também médios. No nariz, mostra aromas típicos, com predomínio do floral. Na boca, revela boa doçura que predomina sobre a acidez. Nota-se ligeiro amargor final e um retro-olfato floral com persistência final média. 72,6
AMADEU MOSCATEL 2001
Espumante de cor verdeal e perlage intenso. As bolhas são pequenas, em grande número e boa persistência. Os aromas são de flores brancas, típicos, com intensidade média. Na boca, exibe bela espumatização e bom equilíbrio do açúcar com a acidez, e ligeiro predomínio do álcool, sem amargor final. O retro-olfato é agradável com floral e mel e boa persistência final. 72,5
CASA VALDUGA MOSCATEL ESPUMANTE
Este espumante apresenta cor verdeal com perlage intenso, de bolhas pequenas. No nariz, exibe aromas florais com toque defumado. Na boca, mostra bela acidez, com bom equilíbrio com o álcool e leve amargor final. O retro-olfato é notadamente floral e a persistência final é média. 72,2
TERRANOVA MOSCATEL 2001
Este espumante exibe cor amarelo palha com reflexos verdeais. Seu perlage é médio, constituído de bolhas pequenas com número e persistência médios. No nariz, revela aromas florais com toque de frutas cítricas, lembrando limão. Na boca, nota-se predomínio do açúcar sobre a acidez e discreto amargor final. Seu retro-olfato lembra frutas cítricas e a persistência final é média. 71,5
GIACOMIN MOSCATEL ESPUMANTE
Espumante de cor verdeal, que exibe um intenso perlage, de bolhas pequenas, em grande número e persistência. Seus aromas são notadamente herbáceos. Na boca, revela predomínio do açucar sobre a acidez, corpo leve e amargor final. O retro-olfato lembra erva-doce e a persistência final é curta. 71,1
CAVE DE PEDRA MOSCATEL ESPUMANTE
Espumante de cor verdeal, com perlage média intensidade e persistência, com bolhas pequenas. Os aromas são típicos de moscatel, com floral e mel. Na boca, revela corpo médio, bom equilíbrio e discreto amargor final. Seu retro-olfato é frutado e a persistência final é média. 70,7
|
 |
|
|
 |
|
|
 |
|
|
|
 |
|
|
|
 |
|
|
|
 |
|